A minha prática artística é atravessada pela cor como linguagem intuitiva e território de memória. Trabalho a pintura como um processo vivo, onde passado, presente e futuro coexistem no mesmo campo pictórico. As séries surgem como explorações narrativas, em que cada conjunto de obras investiga variações emocionais, estruturais e simbólicas.
A paisagem e a natureza aparecem como fontes de memória e contemplação, enquanto a figura feminina emerge, por vezes, como presença simbólica e espiritual. O quadrado, quando presente, representa estrutura, força e domínio — um eixo silencioso dentro da fluidez da matéria.
O meu percurso artístico começou na Escola Artística António Arroio, onde concluí o curso de Cerâmica em 1999. Durante sete anos trabalhei na área de Restauro e Conservação do Património, integrando a K4 Lda. e participando em intervenções realizadas de norte a sul do país, tanto em património arquitetónico como em atelier. Essa experiência aprofundou a minha relação com a materialidade, a superfície e o tempo — elementos que continuam profundamente presentes na minha prática artística.
Ao longo do percurso participei em concursos de Arte e Poesia e desenvolvi também ilustração de contos infantis para o jornal local de Alferrarede, entre 1994 e 1996.
Há cerca de dez anos dedico-me integralmente à pintura, trabalhando diariamente o gesto, a cor e a construção poética da imagem. Tenho vindo a realizar exposições coletivas e individuais, desenvolvendo uma linguagem artística intuitiva e experimental, onde a cor, a textura e o gesto se tornam formas de expressão emocional e simbólica.
Atualmente tenho atelier aberto em Caldas da Rainha, no espaço CERES — Silos Contentor Criativo.